quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

O QUE É DISLEXIA?




É importante saber que a dislexia não é uma doença, senão um distúrbio genético e neurobiológico que independe da preguiça, falta de atenção ou má alfabetização. O que ocorre é uma desordem no caminho das informações, o que inibe o processo de entendimento das letras e, por sua vez, pode comprometer a escrita. É claro que os sintomas da dislexia variam de acordo com os diferentes graus do transtorno, mas a pessoa tem dificuldade para decodificar as letras do alfabeto e tudo o que é relacionado à leitura. O disléxico não consegue associar o símbolo gráfico e as letras ao som que eles representam.

Ter dislexia não é o fim do mundo, o disléxico não é deficiente. Fique tranquilo! Ele pode ser uma pessoa saudável e inteligente, porém com dificuldade acima do comum em aprender a ler. Geralmente, o disléxico possui um QI normal ou até mesmo acima do normal.

Quanto antes descobrir a dislexia, melhor será para evitar rótulos depreciativos ao portador, dificuldades com os colegas na escola, constrangimento no local de trabalho, problemas de relacionamento seja com amigos, parceiros ou familiares.

Mas quando podemos saber se é dislexia mesmo? “Não há diagnóstico fechado que possa ser feito precocemente. O fato de o bebê apresentar atrasos na fala não necessariamente significa que ele seja disléxico”, explica o neurologista infantil Abram Topczewski, do Hospital Israelita Albert Einstein (SP). É importante que, nessa fase, seu filho seja atendido por um fonoaudiólogo, para não ficar defasado em relação às crianças da mesma idade.

Somente no período de alfabetização, uma equipe multidisciplinar poderá avaliar se realmente a criança tem o transtorno. Se você estiver desconfiado, procure um neurologista, um psicólogo e um fono, que realizarão testes clínicos. É possível que o baixo rendimento na escola seja ocasionado por outros motivos: falta de adaptação ao método de ensino da escola, ausência de estímulo, transtornos emocionais ou problemas na visão, por exemplo. Somente os especialistas terão condições de avaliar seu filho e encaminhá-lo ao tratamento correto.

Descobriu que a criança tem dislexia? Não se desespere. Apesar de ser um transtorno permanente, os sintomas podem ser atenuados. É essencial que haja o acompanhamento de um fonoaudiólogo e o apoio de um psicopedagogo, que orientará a alfabetização em um método adequado para o seu filho, também pode ser uma boa opção. Por isso, procure a ajuda desse profissional assim que receber o diagnóstico. É como um treino de corrida, que aprimora o desempenho do atleta.  A prática da leitura vai facilitando, aos poucos, a velocidade e a compreensão.
Quanto a criança vai progredir? Tudo depende do grau de comprometimento dela – se for de moderado a severo, é possível que a leitura sempre seja mais custosa e menos fluida.

Cuidado com a comparação

A criança talvez se sinta inferior aos amigos, por demorar mais a fazer as lições na sala, por exemplo. As cobranças da escola e da família também podem contribuir para que ela fique ansiosa. Se esse tipo de pressão gerar alterações emocionais, um psicólogo pode ajudar a aumentar a autoestima dela. Claro: a participação da família é importante! Você deve entender que a dificuldade da criança não é resultado de preguiça ou falta de vontade dela. Leia com ela por alguns minutos, em voz alta, diariamente e use figuras para ilustrar as histórias. E mais: explique ao seu filho que dislexia não o faz menos inteligente que as demais crianças.

Contos » Cinderela - COM DESENHOS PARA COLORIR

Há muito tempo, aconteceu que a esposa de um rico comerciante adoeceu gravemente e, sentindo seu fim se aproximar, chamou sua única filha e disse: 
__Querida filha, continue piedosa e boa menina que Deus a protegerá sempre. Lá do céu olharei por você, e estarei sempre a seu lado.Mal acabou de dizer isso, fechou os olhos e morreu.
A jovem ia todos os dias visitar o túmulo da mãe, sempre chorando muito.
Veio o inverno, e a neve cobriu o túmulo com seu alvo manto.
Chegou a primavera, e o sol derreteu a neve. Foi então que o viúvo resolveu se casar outra vez.
A nova esposa trouxe suas duas filhas, ambas bonitas, mas só exteriormente. As duas tinham a alma feia e cruel.
A partir desse momento, dias difíceis começaram para a pobre enteada.
__ Essa imbecil não vai ficar no quarto conosco! _Reclamaram as moças.
__ O lugar dela é na cozinha! Se quiser comer pão, que trabalhe!
Tiraram-lhe o vestido bonito que ela usava, obrigaram-na a vestir outro, velho e desbotado, e a calçar tamancos.
__Vejam só como está toda enfeitada, a orgulhosa princesinha de antes! -disseram a rir, levando-a para a cozinha.
A partir de então, ela foi obrigada a trabalhar, da manhã à noite, nos serviços mais pesados.
Era obrigada a se levantar de madrugada, para ir buscar água e acender o fogo. Só ela cozinhava e lavava para todos.
Como se tudo isso não bastasse, as irmãs caçoavam dela e a humilhavam.
Espalhavam lentilhas e feijões nas cinzas do fogão e obrigavam-na a catar um a um.
À noite, exausta de tanto trabalhar, a jovem não tinha onde dormir e era obrigada a se deitar nas cinzas do fogão. E, como andasse sempre suja e cheia de cinza, só a chamavam de Cinderela.
Uma vez, o pai resolveu ir a uma feira. Antes de sair, perguntou às enteadas o que desejavam que ele trouxesse.
__Vestidos bonitos- disse uma.
__ Pérolas e pedras preciosas - disse a outra.
__E você, Cinderela, o que vai querer? - perguntou o pai.
__No caminho de volta, pai, quebre o primeiro ramo que bater no seu chapéu e traga-o para mim.
Ele partiu para a feira, comprou vestidos bonitos para uma das enteadas, pérolas e pedras preciosas para a outra e, de volta para casa, quando cavalgava por um bosque, um ramo de aveleira bateu no seu chapéu. Ele quebrou o ramo e levou-o.
Chegando em casa, deu às enteadas o que haviam pedido e à Cinderela, o ramo de aveleira.
Ela agradeceu, levou o ramo para o túmulo da mãe, plantou-o ali, e chorou tanto que suas lágrimas regaram o ramo. Ele cresceu e se tornou uma aveleira linda.
Três vezes, todos os dias, a menina ia chorar e rezar embaixo dela.
Sempre que a via chegar, um passarinho branco voava para a árvore e, se a ouvia pedir baixinho alguma coisa, jogava-lhe o que ela havia pedido.
Um dia, o rei mandou anunciar uma festa, que duraria três dias.
Todas as jovens bonitas do reino seriam convidadas, pois o filho dele queria escolher entre elas aquela que seria sua futura esposa.
Quando souberam que também deveriam comparecer, as duas filhas da madrasta ficaram contentíssimas.
__Cinderela! - Gritaram.__ Venha pentear nosso cabelo, escovar nossos sapatos e nos ajudar a vestir, pois vamos a uma festa no castelo do rei!
Cinderela obedeceu chorando, porque ela também queria ir ao baile. Perguntou à madrasta se poderia ir, e esta respondeu:
__Você, Cinderela! Suja e cheia de pó, está querendo ir à festa? Como vai dançar, se não tem roupa nem sapatos?
Mas Cinderela insistiu tanto, que afinal ela disse:
__ Está bem. Eu despejei nas cinzas do fogão um tacho cheio de lentilhas. Se você conseguir catá-las todas em duas horas, poderá ir.
A jovem saiu pela porta dos fundos, correu para o quintal e chamou:
__ Mansas pombinhas e rolinhas!
Passarinhos do céu inteiro!
Venham me ajudar a catar lentilhas!
As boas vão para o tacho!
As ruins para o seu papo!
Logo entraram pela janela da cozinha duas pombas brancas; a seguir, vieram as rolinhas e, por último, todos os passarinhos do céu chegaram numa revoada e pousaram nas cinzas.
As pombas abaixavam a cabecinha e pic, pic, pic, apanhavam os grãos bons e deixavam cair no tacho. As outras avezinhas faziam o mesmo. Não levou nem uma hora, o tacho ficou cheio e as aves todas voaram para fora.
Cheia de alegria, a menina pegou o tacho e levou para a madrasta, certa de que agora poderia ir à festa. Porém a madrasta disse:
__ Não, Cinderela. Você não tem roupa e não sabe dançar. Só serviria de caçoada para os outros.
Como a menina começou a chorar, ela propôs:
__Se você conseguir catar dois tachos de lentilhas nas cinzas em uma hora, poderá ir conosco.
Enquanto isso, pensou consigo mesma: “Isso ela não vai conseguir…”
Assim que a madrasta acabou de espalhar os grãos nas cinzas, Cinderela correu para o quintal e chamou:
__ Mansas pombinhas e rolinhas!
Passarinhos do céu inteiro!
Venham me ajudar a catar lentilhas!
As boas vão para o tacho!
As ruins para o seu papo!
E entraram pela janela da cozinha duas pombas brancas; a seguir vieram as rolinhas e, por último, todos os passarinhos do céu chegaram numa revoada e pousaram nas cinzas.
As pombas abaixavam a cabecinha e pic, pic, pic, apanhavam os grãos bons e deixavam cair no tacho. Os outros pássaros faziam o mesmo. Não passou nem meia hora, e os dois tachos ficaram cheios. As aves se foram voando pela janela.
Então, a menina levou os dois tachos para a madrasta, certa de que, desta vez, poderia ir à festa.
Porém, a madrasta disse:
__ Não adianta, Cinderela! Você não vai ao baile! Não tem vestido, não sabe dançar e só nos faria passar vergonha! 
Contos, fabulas e historinhas: Cinderela
E, dando-lhe as costas, partiu com suas orgulhosas filhas. 
Quando ficou sozinha, Cinderela foi ao túmulo da mãe e embaixo da aveleira, disse: 
__ Balance e se agite, 
árvore adorada, 
cubra-me toda
de ouro e prata! 
Então o pássaro branco jogou para ela um vestido de ouro e prata e sapatos de seda bordada de prata. Cinderela se vestiu, a toda pressa, e foi para a festa. 
Estava tão linda, no seu vestido dourado, que nem as irmãs, nem a madrasta a reconheceram. Pensaram que fosse uma princesa estrangeira, para elas, Cinderela só poderia estar em casa, catando lentilhas nas cinzas. 
Logo que a viu, o príncipe veio a seu encontro e, pegando-lhe a mão, levou-a para dançar. Só dançou com ela, sem largar de sua mão por um instante. 
Quando alguém a convidava para dançar, ele dizia: 
__ Ela é minha dama. 
Dançaram até altas horas da noite e, até que Cinderela quis voltar para casa. 
__ Eu a acompanho - disse o príncipe. Na verdade, ele queria saber a que família ela pertencia. 
Mas Cinderela conseguiu escapar dele, correu para casa e se escondeu no pombal. O príncipe esperou o pai dela chegar e contou-lhe que a jovem desconhecida tinha saltado para dentro do pombal. 
“Deve ser Cinderela…”, pensou o pai. E mandou vir um machado para arrombar a porta do pombal. Mas não havia ninguém lá dentro. 
Quando chegaram em casa, encontraram Cinderela com suas roupas sujas, dormindo nas cinzas, à luz mortiça de uma lamparina. 
A verdade é que, assim que entrou no pombal, a menina saiu pelo lado de trás e correu para a aveleira. Ali, rapidamente tirou seu belo vestido e deixou-o sobre o túmulo. Veio o passarinho, apanhou o vestido e levou-o. Ela vestiu novamente seu vestidinho velho e sujo, correu para casa e se deitou nas cinzas da cozinha.
No dia seguinte, o segundo dia da festa, quando os pais e as irmãs partiram para o castelo, Cinderela foi até a aveleira e disse: 
__ Balance e se agite, 
árvore adorada, 
cubra-me toda
de ouro e prata! 
E o pássaro atirou para ela um vestido ainda mais bonito que o da véspera. Quando ela entrou no salão assim vestida, todos ficaram pasmados com sua beleza. 
O príncipe, que a esperava, tomou-lhe a mão e só dançou com ela. Quando alguém convidava a jovem para dançar, ele dizia: 
__ Ela é minha dama. 
Já era noite avançada quando Cinderela quis ir embora. 
O príncipe seguiu-a, para ver em que casa entraria. 
A jovem seguiu seu caminho e, inesperadamente, entrou no quintal atrás da casa. 
Ágil como um esquilo, subiu pela galharia de uma frondosa pereira carregada de frutos que havia ali. O príncipe não conseguiu descobri-la e, quando viu o pai dela chegar, disse: 
__ A moça desconhecida escondeu-se nessa pereira. 
“Deve ser Cinderela”, pensou o pai. Mandou buscar um machado e derrubou a pereira. Mas não encontraram ninguém na galharia. 
Como na véspera, Cinderela já estava na cozinha dormindo nas cinzas, pois havia escorregado pelo outro lado da pereira, correra para a aveleira, e devolvera o lindo vestido ao pássaro. Depois, vestiu o feio vestidinho de sempre, e correu para casa. 
No terceiro dia, assim que os pais e as irmãs saíram para a festa, Cinderela foi até o túmulo da mãe e pediu à aveleira: 
__ Balance e se agite, 
árvore adorada, 
cubra-me toda
de ouro e prata! 
E o pássaro atirou-lhe o vestido mais suntuoso e brilhante jamais visto, acompanhado de um par de sapatinhos de puro ouro. 
Ela estava tão linda, tão linda, que, quando chegou ao castelo, todos emudeceram de assombro. O príncipe só dançou com ela e, como das outras vezes, dizia a todos que vinham tirá-la para dançar: 
__ Ela é minha dama. 
Já era noite alta, quando Cinderela quis voltar para casa. O príncipe tentou segui-la, mas ela escapuliu tão depressa, que ele não pode alcançá-la. 
Dessa vez, porém, o príncipe usara um estratagema: untou com piche um degrau da escada e, quando a moça passou, o sapato do pé esquerdo ficou grudado. Ela deixou-o ali e continuou correndo.
O príncipe pegou o sapatinho: era pequenino, gracioso e todo de ouro. 
No outro dia, de manhã, ele procurou o pai e disse: 
__ Só me casarei com a dona do pé que couber neste sapato. 
As irmãs de Cinderela ficaram felizes e esperançosas quando souberam disso, pois tinham pés delicados e bonitos. 
Quando o príncipe chegou à casa delas, a mais velha foi para o quarto acompanhada da mãe e experimentou o sapato. Mas, por mais que se esforçasse, não conseguia meter dentro dele o dedo grande do pé. Então, a mãe deu-lhe uma faca, dizendo: 
__ Corte fora o dedo. Quando você for rainha, vai andar muito pouco a pé. 
Assim fez a moça. O pé entrou no sapato e, disfarçando a dor, ela foi ao encontro do príncipe. Ele recebeu-a como sua noiva e levou-a na garupa do seu cavalo. 
Quando passavam pelo túmulo da mãe de Cinderela, que ficava bem no caminho, duas pombas pousaram na aveleira e cantaram: 
__ Olhe para trás! Olhe para trás! 
Há sangue no sapato, 
que é pequeno demais! 
Não é a noiva certa
que vai sentada atrás! 
O príncipe virou-se, olhou o pé da moça e logo viu o sangue escorrendo do sapato. Fez o cavalo voltar e levou-a para a casa dela. 
Chegando lá, ordenou à outra filha da madrasta que calçasse o sapato. Ela foi para o quarto e calçou-o. Os dedos do pé entraram facilmente, mas o calcanhar era grande demais e ficou de fora. Então, a mãe deu-lhe uma faca dizendo: 
__ Corte fora um pedaço do calcanhar. Quando você for rainha, vai andar muito pouco a pé. 
Assim fez a moça. O pé entrou no sapato e, disfarçando a dor, ela foi ao encontro do príncipe. Ele aceitou-a como sua noiva e levou-a na garupa do seu cavalo. 
Quando passavam pela aveleira, duas pombinhas pousaram num dos ramos e cantaram: 
__ Olhe para trás! Olhe para trás! 
Há sangue no sapato, 
que é pequeno demais! 
Não é a noiva certa
que vai sentada atrás! 
O príncipe olhou o pé da moça, viu o sangue escorrendo e a meia branca, vermelha de sangue. Então virou seu cavalo, levou a falsa noiva de volta para casa e disse ao pai: 
__ Esta também não é a verdadeira noiva. Vocês não têm outra filha? 
__ Não!- respondeu o pai__ A não ser a pequena Cinderela, filha de minha falecida esposa. Mas é impossível que seja ela a noiva que procura. 
O príncipe ordenou que fossem buscá-la. 
__ Oh, não! Ela está sempre muito suja! Seria uma afronta trazê-la a vossa presença! - protestou a madrasta. 
Porém o príncipe insistiu, exigindo que ela fosse chamada. Depois de lavar o rosto e as mãos ela veio, curvou-se diante do príncipe e pegou o sapato de ouro que ele lhe estendeu. 
Sentou-se num banquinho, tirou do pé o pesado tamanco e calçou o sapato, que lhe serviu como uma luva. 
Quando ela se levantou, o príncipe viu seu rosto e reconheceu logo a linda jovem com quem havia dançado. 
__ É esta a noiva verdadeira! — exclamou, feliz. 
A madrasta e as filhas levaram um susto e ficaram brancas de raiva. O príncipe ergueu Cinderela, colocou-a na garupa do seu cavalo e partiram. Quando passaram pela aveleira, as duas pombinhas brancas cantaram: 
__ Olhe pare trás! Olhe pare trás! 
Não há sangue no sapato, 
que serviu bem demais! 
Essa é a noiva certa. 
Pode ir em paz! 
E, quando acabaram de cantar, elas voaram e foram pousar, uma no ombro direito de Cinderela, outra no esquerdo; ali ficaram. 
Quando o casamento de Cinderela com o príncipe se realizou, as falsas irmãs foram à festa. A mais velha ficou à direita do altar, e a mais nova, à esquerda. 
Subitamente, sem que ninguém pudesse impedir, a pomba pousada no ombro direito da noiva voou para cima da irmã mais velha e furou-lhe os olhos. A pomba do ombro esquerdo fez o mesmo com a mais nova, e ambas ficaram cegas para o resto de suas vidas. 


                                               Desenhos para Colorir






Contos » A Cigarra e a Formiga - COM DESENHOS PARA COLORIR

A Cigarra e a Formiga
(Adaptado da obra de La Fontaine)

Era uma vez uma cigarra que vivia saltitando e cantando pelo bosque, sem se preocupar com o futuro. Esbarrando numa formiguinha, que carregava uma folha pesada, perguntou: 
- Ei, formiguinha, para que todo esse trabalho? O verão é para gente aproveitar! O verão é para gente se divertir! 
- Não, não, não! Nós, formigas, não temos tempo para diversão. É preciso trabalhar agora para guardar comida para o inverno. 
Durante o verão, a cigarra continuou se divertindo e passeando por todo o bosque. Quando tinha fome, era só pegar uma folha e comer. 
Um belo dia, passou de novo perto da formiguinha carregando outra pesada folha. 
Contos, fabulas e historinhas: A Cigarra e a Formiga
A cigarra então aconselhou: 
- Deixa esse trabalho para as outras! Vamos nos divertir. Vamos, formiguinha, vamos cantar! Vamos dançar! 
A formiguinha gostou da sugestão. Ela resolveu ver a vida que a cigarra levava e ficou encantada. Resolveu viver também como sua amiga. 
Mas, no dia seguinte, apareceu a rainha do formigueiro e, ao vê-la se divertindo, olhou feio para ela e ordenou que voltasse ao trabalho. Tinha terminado a vidinha boa. 
A rainha das formigas falou então para a cigarra: 
- Se não mudar de vida, no inverno você há de se arrepender, cigarra! Vai passar fome e frio. 
A cigarra nem ligou, fez uma reverência para rainha e comentou: 
- Hum!! O inverno ainda está longe, querida! 
Para cigarra, o que importava era aproveitar a vida, e aproveitar o hoje, sem pensar no amanhã. Para que construir um abrigo? Para que armazenar alimento? Pura perda de tempo. 
Certo dia o inverno chegou, e a cigarra começou a tiritar de frio. Sentia seu corpo gelado e não tinha o que comer. Desesperada, foi bater na casa da formiga. 
Abrindo a porta, a formiga viu na sua frente a cigarra quase morta de frio. 
Puxou-a para dentro, agasalhou-a e deu-lhe uma sopa bem quente e deliciosa. 
Naquela hora, apareceu a rainha das formigas que disse à cigarra: - No mundo das formigas, todos trabalham e se você quiser ficar conosco, cumpra o seu dever: toque e cante para nós. 
Para cigarra e paras formigas, aquele foi o inverno mais feliz das suas vidas. 

Contos, fabulas e historinhas: A Cigarra e a Formiga

Desenhos para Colorir!